O local ensina o global

10 de fevereiro de 2021

GEOTECNOLOGIAS | GEOEDUCAÇÃO
REPORTAGEM ANTONIO LARANJEIRA

Periferias que produzem inovação local aliando professores e estudantes. Mulheres que se empoderam em uma área dominada por homens. Conheça a história de projetos da educação pública que tem transformado os modos de usar das geotecnologias.

Ouça o áudio da íntegra da matéria

“De onde viemos?”, “Do que nos informamos?” e “Para onde vamos?”. São questões que se entrelaçam na trama da globalização e individualização, envolvendo professores, escolas, estudantes e o futuro das profissões.

Parece clichê, mas a localização geográfica de cada pessoa no mundo é um fator que define as notícias que interessam a cada cotidiano.

No Brasil, o termo “interior”, para se referir aos territórios rurais e pouco populosos, é um termo informal para se referir ao espaço geográfico e somente no Brasil usamos a expressão “jornalismo do interior” – certamente criada e reforçada por discursos metropolitanos.

Quando se trata de produzir notícias sob dificuldades materiais, tendo como base geográfica um território rural, como é o caso do portal InfoSãoFrancisco, o “interior” parece deixar ainda mais explícito que trata-se de um jornalismo de “temas locais”, nada além das paisagens de eventos que a realidade reserva à bacia do rio São Francisco, de onde falamos.

Da mesma maneira que a localização, o acesso à Educação de qualidade é um vetor que define a direção nas nossas existências humanas.

Em territórios rurais, periféricos, ribeirinhos ou em conflito, como a região de onde falamos, é possível encarar “os fluxos” por seus múltiplos sentidos. Todo rio, assim como o São Francisco, é um território comum e fluido por essência, portanto do nosso ponto de vista é preciso estar em contato com o que existe além, no “exterior”, seguindo a mesma conotação do rio que corre para o mar com transformações produzidas por humanos.

Nesta reportagem, marcada pela profundidade e pela amplitude do tema, colocamos em xeque a credibilidade do “jornalismo do interior”. Vamos apresentar casos em que territórios periféricos e práticas reconhecidas como inovações locais que transformaram ausências em potências a partir de apropriações das geotecnologias em escolas públicas.

Vamos demonstrar como as geotecnologias podem dialogar com os saberes locais mediadas por escolas, estudantes e professores. São casos de dois projetos que produzem e distribuem o seu conhecimento em materiais didáticos que servem para imaginar um mundo com menos competição escolar e mais conhecimento compartilhado.

GEOTECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Se para o século 20 os satélites aeroespaciais representaram uma grande conquista tecnológica para o conhecimento do homem sobre a superfície da terra, no século 21 as geotecnologias representam as maiores novidades, com lançamentos constantes de produtos e serviços que dependem da frequência de rádio do Sistema de Posicionamento Global (em inglês, o GPS).

Lançado na década de 1990, pelo governo dos Estados Unidos da América, o GPS é hoje mundialmente famoso como uma das principais geotecnologias. Mas o GPS não opera sozinho. Todo sistema computacional nasce de um banco de dados e comandos como visualização e interação digital.

Na década de 1970, o governo do Canadá desenvolvia o primeiro Sistema de Informações Geográficas (em inglês, GIS). Surgia assim o primeiro mapa para computador da história. Com base no GIS, o GPS tem a função de localizar um ponto ou deslocamento em um mapa. Essas duas são as geotecnologias mais popularizadas depois dos satélites que orbitam nosso planeta.

Se compararmos analogicamente, o GIS é como se fosse o “mapa impresso” fixado em uma parede, já o GPS é “um alfinete” nesse mapa fixo. As diferenças entre o analógico e o digital são duas principais.

A primeira diferença é que um GIS possui centenas de mapas que podem ser acessados com o recurso “zoom”, diferente do mapa dobrável em papel, desdobrando as informações sobre uma parte da Terra. A segunda diferença é que o GPS permite a mobilidade, indicando o ponto de latitude e longitude de modo visual e interativo com o recurso “location”, diferente do alfinete que não acompanha a localização nem a movimentação.

Na fase tecnológica da globalização, conforme definiu o geógrafo brasileiro Milton Santos, as geotecnologias assumem o papel de extensões do corpo humano e como aliado do método científico para domínio dos fenômenos da natureza e da sociedade.

As tecnologias geoespaciais estão na cidade e no campo promovendo aceleração, aprofundamento e amplificação nos três setores da economia. Seja na agricultura, na indústria, no comércio ou na gestão de pessoas, as geotecnologias apresentam-se como desenvolvimento de ponta para a inovação.

Nos últimos 15 anos, diversos territórios pelo mundo experimentaram diferentes meios de apropriação do GIS e do GPS, com fins privados e públicos conforme os interesses de desenvolvimento de cada território. O ramo das geotecnologias é um dos que obteve maior desenvolvimento desde 2005, o que foi acelerado com a pandemia da Covid-19.

Em 2020, tivemos a chance de refletir que não precisamos do GPS apenas quando colocamos nossos corpos em mobilidade, mas também quando precisamos controlar os fluxos de pessoas. Foi nesse momento histórico de “controle da mobilidade” que iniciamos essa reportagem.

As Geociências e as Ciências da Computação são áreas científicas têm sido cada vez mais aproximadas, o que faz com que as geotecnologias, antes restritas ao ensino superior, sejam hoje mais recursos utilizados com maior frequência nas disciplinas de Geografia no nível médio e de Geoprocessamento no nível técnico.

A maioria das pessoas teve seu primeiro contato com o conhecimento sobre a Cartografia na escola, ainda no ensino fundamental. Na idade escolar é quando devemos aprender a ler mapas e interpretar mapas, é assim que localizamos nossa cidade no mapa mundial e que aprendemos o significado das legendas para entender o que informa um mapa local. Mas é o gesto de escrever mapas que tem sido a virada de inovação para dois projetos de escolas públicas, em São Paulo e no Pará, como veremos a seguir.

A REVANCHE DA PERIFERIA

Existe um equivocado senso comum de que “todos os lugares do mundo estão mapeados”. Na realidade “muitos lugares do mundo não estão mapeados” e este contrassenso é que move grupos de estudantes e professores a se engajarem na apropriação pública das geotecnologias.

No mundo globalizado pertencer a uma cidade significa pertencer ao núcleo de uma civilização desenvolvida ao longo da história em um contexto geográfico. O contexto espacial junto com o tempo histórico define o que é uma “cidade global”, ou seja, localizada no “centro” do mundo moderno.

Mas afinal, quem define se uma rua urbana ou um caminho rural vão estar informados para um mapa? Se refletirmos que atualmente “ter acesso ao mapa é uma questão de direito”, estar presente no mapa pode ser visto como suporte para práticas de cidadania.

Alinhado com a perspectiva do conhecimento para justiça social, o projeto escolar Quebrada Maps, vem alterando a realidade na escala microlocal a partir das escolas públicas municipais de São Paulo, a maior cidade da América Latina.

O projeto teve início em 2015 e já envolveu dezenas de jovens estudantes de diferentes bairros. Tudo começou no chão da sala de aula da Escola Professor Roberto Mange onde começou a ser criada uma metodologia que foi logo experimentada e adotada na Escola Padre Chico Falconi, ambas do escolas municipais do ensino fundamental (EMEF).

O guia foi produzido por diversos estudantes e professores moradores de diferentes zonas da metrópole. A inovação foi a produção e circulação do e-book, Guia metodológico para mapas críticos e participativos, sistematizado pelo geógrafo e idealizador do projeto, Wellington Fernandes, durante seu mestrado na Universidade de São Paulo (USP).

Imagem: Adriano Chuva

As questões de território e territorialidade dos estudantes passam pelos debates no projeto de articula ensino, pesquisa e extensão, desde 2015, com participação de dezenas de estudantes de diferentes escolas na capital paulista.

“O nosso convite é para incorporar a linguagem e as potências das geotecnologias ao processo de ensino e aprendizagem, considerando que geotecnologias não servem apenas para a Economia, servem também para pensar a Educação maneira engajada pela justiça social, no nosso caso nos espaços de periferias”, comenta Wellington Fernandes, professor de Geografia da rede pública de São Paulo.

Desde que o guia didático foi lançado na Internet, muitas identificações culturais surgiram. Esses encontros são relatados através do blog do Quebrada Maps, que também utiliza plataformas como Instagram para difusão do conteúdo para diversos públicos além de estudantes e professores, como pesquisadores das Ciências Humanas e Sociais.

O projeto já realizou diversas atividades de mapeamentos, entre os quais se destaca o Mapa de Acolhimento pela quantidade de locais mapeados na escala macrolocal da capital do estado de São Paulo. Nessa representação interativa podemos encontrar a lista de espaços de acolhimento para diversas condições sociais.

É pela conexão dos bytes que hoje os membros do Quebrada Maps mantêm o contato ao longo de seis anos, afinal toda turma escolar é passageira em nossas vidas, mas o conhecimento e os laços de afetividade e sociabilidade podem ser duradouros.

Em meio à pandemia, a solidariedade para reunir os membros do projeto virtualmente para essa reportagem foi possível graças aos smartphones e a conexão com Internet: a iniciativa do coletivo foi criar um grupo de Whatsapp no qual fui convidado a participar para entrevistar as pessoas participantes de modo aberto e autorizado pelos responsáveis (por menores de 18 anos) como seria em uma entrevista presencial na sala de aula.

Ao todo cinco depoimentos contam como o projeto Quebrada Maps contribuiu para cinco pontos de vista sobre as periferias em que eles vivem. As respostas podem ser ouvidas no Mapa de Áudios, desenvolvido especialmente para esta reportagem realizada inteiramente em ambientes virtuais.

No mapa abaixo, selecione os marcadores desejados e clique para ouvir na íntegra os estudantes Diego, Gabrielle, Jennyfer, Julia e Raffael

O FEMINISMO NAS GEOTECNOLOGIAS

A desigualdade de gênero marca quase todas as áreas profissionais. Com a Cartografia não é diferente. Durante séculos os homens dominaram a prática sendo incomum falarmos em “cartógrafas”, quando comumente falamos de “cartógrafos”. As geotecnologias, em contrapartida, possibilitam que mulheres sejam empoderadas pelos mapeamentos e representadas pelos mapas. O lugar de fala feminino na educação cartográfica é crucial para o desenvolvimento do conhecimento sobre a Cartografia ao redor do mundo.

No Brasil, no final da década de 70 o trabalho da geógrafa Lívia de Oliveira apontava que os professores usavam mapas apenas para ensinar, mas não ensinavam como usar mapas. No final da década de 80, a pesquisa da geógrafa Maria Elena Simielli demonstrava que a Cartografia era uma linguagem necessária para alfabetização, desde o ensino fundamental ao ensino médio nas escolas brasileiras.

Nos EUA, também no final da década de 80, paralelamente a matemática norte-americana Gladys West, a segunda mulher negra da Marinha dos EUA, superou o desafio de calcular o lançamento da constelação de satélites (GeoSat) que hoje conhecemos como GPS.

O feminismo assume um protagonismo nos debates sobre o território e não é diferente nas geotecnologias, utilizadas para assegurar direitos ao território, seja no campo ou na cidade. O projeto Meninas da Geo, criado no início de 2019, demonstra o compromisso de um grupo formado por mulheres (e homens) estudantes e professores do Instituto Federal do Pará (IFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

As Meninas da Geo começaram a atuar depois da constatação da professora Tatiana Pará, engenheira agrônoma, que idealizou a criação de uma rede que atuasse no combate à desigualdade de gênero no mercado de geotecnologias. Segundo o Mapa do Feminicídio, na escala nacional, o estado do Pará é o 15º do Brasil com o maior índice de feminicídio, o que demonstra a vulnerabilidade das mulheres.

As Meninas da Geo promovem uma inovação social local no Pará porque estão conectadas com uma série de tecnologias globais e redes atuantes em escalas distintas, no micro e no macro, o que demonstra a escalabilidade e a flexibilidade de projetos com viés de gênero na Educação. Apesar disso é comum ouvir das mulheres envolvidas que homens são bem vindos ao grupo desde que estejam dispostos a “aprender como uma menina”.

Imagem: Adriano Chuva

“Eu percebi que as meninas não tinham estímulo na disciplina de Geoprocessamento. Era uma disciplina de “rasga beca”, muito difícil de conseguir aprovação. Foi assim que procurei desmistificar o acesso ao conhecimento”, conta Tatiana Pará, professora do IFPA e idealizadora do projeto de extensão.

O projeto também tem parcerias com outras redes nacionais e internacionais de mulheres atuantes na área de geotecnologias. A primeira parceria veio com a rede científica Meninas Digitais, uma organização da Sociedade Brasileira de Computação, que foi responsável por chancelar o projeto de extensão em escala nacional.

Em 2021, foi realizada a parceria do projeto Meninas da Geo com a rede ativista YouthMappers, uma organização da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) voltada para geração de mapas públicos por jovens de países diversos.

Além dos reconhecimentos, as oportunidades que surgem com o conhecimento oferecido pelo grupo das Meninas da Geo já tem entrada no mercado profissional. É o caso de Roseane Teixeira, engenheira agrônoma e paraense, integrante do projeto desde a graduação no IFPA.

“A geotecnologia está em tudo, em todos os lugares, podem ser desenvolvidas em todas as áreas. Através do geoprocessamento eu consigo hoje visualizar problemas e respostas para tomadas de decisão inteligentes seja para comercialização, segurança, saúde, por exemplo. Esse não é somente um projeto de extensão, é uma rede colaborativa e feminista que hoje é um direcionamento para meninas e mulheres que estão em instituições públicas e ainda não conseguiram se enxergar na atuação no mercado”, aponta Roseane.

Durante a pandemia da Covid-19, o projeto se reinventou e realizou seu primeiro evento online para todo o Brasil com uma série de nove lives com especialistas, de todas as regiões do país, sobre temas de geotecnologias com objetivo de popularizar o conhecimento científico. Essa atividade teve 528 pessoas inscritas e ampliou a visibilidade do projeto Meninas da Geo nacionalmente, o que demonstra o quanto a Internet pode conectar causas e pessoas próximas socialmente e distantes geograficamente.

Além da opinião de Roseane Teixeira, abaixo, ouça também os depoimentos de Deuzanira Mendes, Augusto Cravo e Ítala Narusawa, participantes do Meninas da Geo, na íntegra para essa reportagem no nosso Mapa de Áudios.

Ouça o depoimento da Roseane Teixeira, sobre como ela avalia o Meninas da Geo

GEOTECNOLOGIAS: O PRESENTE E O FUTURO

Seja qual for a visão de mundo é notável que as profissões têm se transformado, sobretudo pela automação dos trabalhos no segundo e terceiro setor. O mercado das geotecnologias é transversal e comprovadamente um dos setores que mais tem crescido em investimentos na bolsa de valores, conforme aponta a revista holandesa Geomatics World.

Novos sistemas como o GPS estão sendo testados por potências como China, Japão, Rússia e Índia, o que já indica que o mercado mundial estará aquecido para vagas em cargos de desenvolvimento de produtos digitais ou a otimização de serviços relacionados aos mais variados setores, da mobilidade urbana ao agronegócio, inclusive no Brasil.

Nessa quadra da história, convivemos não apenas conectados com aparelhos de telecomunicações como também aparelhos de geocomunicações, uma nova modalidade de transmissão de mensagens, via ondas de rádio e telas sensíveis ao toque.

Isso condiciona que a cibercultura esteja cada vez mais presente nas escolas e que os “nativos digitais” sejam cada vez mais interessados em novas mídias e novos métodos, como os mapas online e os mapeamentos colaborativos, por exemplo.

NÃO SÃO SINÔNIMOS!

Cartografia é a técnica de produzir mapeamentos, o conjunto de normas da linguagem geoespacial

Mapeamento é o processo de atribuir funções à cartografia nos seus modos de usar mais variados

Mapa é o resultado do mapeamento, ele sempre carrega uma funcionalidade e utiliza da linguagem geométrica.

No entanto, o geógrafo com mestrado em Educação, Felipe Passos, professor de Educação do Campo do IFPA, alerta que devemos estar atentos para a distinção entre o “ensino das geotecnologias” e o “ensino com geotecnologias”. Ouça mais sobre esta investigação de Passos no Mapa de Áudios.

“Em minha pesquisa de mestrado busquei demonstrar que a Cartografia pode ser ensinada com finalidades técnicas ou finalidades de conhecimento. Eu defendo que temos que diferenciar para superar isso. A diferença entre o ensino ‘da cartografia’ e ‘com cartografia’ é que um está focado no software, o outro focado na realidade”, explica Felipe Passos.

De acordo com a geógrafa Gisele Girardi, professora da UFES, em seu artigo “Cartografia geográfica: reflexões e contribuições”, publicado na revista científica GeoUSP, aponta três instruções para repensar a Cartografia.

“Não se trata da instrução no sentido do regramento nem de estabelecimento de hierarquias do saber, mas instrução como fomento para aquisição de conhecimento. As três instruções básicas seriam: a instrução do pensamento espacial, a instrução da leitura cartográfica e a instrução do fazer cartográfico”, afirma a autora do livro Atlas Geográfico.

O pensamento espacial está muito relacionado à capacidade de observação e de abstração espacial, de se projetar em um ponto do Google Maps, por exemplo, mas continuar compreendendo que as imagens de satélite não são imagens ao vivo e o mundo é dinâmico.

A leitura cartográfica é a técnica que permite usarmos o smartphone para captar e transmitir o sinal de GPS com a funcionalidade de localizar a si e ao outro ou traçar e move-se por uma rota de modo eficiente.

O fazer cartográfico é o ato de produzir mapas, é o que define quem sabe e quem não sabe, afinal é pragmaticamente onde reside o oposto do “pensar cartográfico” e na sala de aula ou em campo deve primar pelo uso potencial das representações cartográficas no processo de descoberta.

Quando jovens fazem descobertas de interesse público e cruzam saberes locais com base na Cartografia a cidadania é fortalecida. Um dos eventos nacionais que consagra com prêmios as descobertas em mapas e mapeamentos é a Olimpíada Brasileira de Cartografia (OBRAC).

A primeira competição aconteceu em 2015, com edições bienais, em 2017 e 2019, ambas organizadas pelo projeto Geotecnologias Digitais no Ensino (Geoden) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Participam escolas de todo país, conforme os Mapas da OBRAC, o que demonstra a diversidade criativa. A cada edição mais ideias inovadoras de estudantes e professores que permitem a sociedade observar, analisar e refletir melhor sobre suas realidades locais.

Em 2021, por conta da pandemia, a quarta edição ocorrerá de modo online e gratuito. Pela primeira vez no modo remoto, a OBRAC permite a participação virtual de mais jovens de outras partes do Brasil.

Com as geotecnologias mais professores e estudantes do mundo estão apenas começando a experimentar o poder dos mapas online, que podem ser atualizados de modo instantâneo e observados de modo simultâneo. Com a educação de qualidade mais estudantes podem mapear seus territórios e visibilizar cartograficamente suas potências e suas ausências.

Antonio Laranjeira

Jornalista pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Doutorando em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Professor de Geocomunicações pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IPBAD).

Esta reportagem foi realizada com apoio do 2º Edital de Jornalismo de Educação (Jeduca/Itaú Social)

Fontes

Jeduca

Imagem em destaque – Arte: Adriano Chuva


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