A bacia do rio São Francisco

A Região Hidrográfica São Francisco ocupa 7,5% do território brasileiro, abrangendo sete estados: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás e Distrito Federal. A precipitação média anual na RH São Francisco é muito abaixo da média nacional, apresentando frequentes situações de escassez de água. Entretanto, a RH tem importante papel na geração de energia para a região nordeste do país.

Fundamental pelo volume de água transportada para o Semiárido, a Região Hidrográfica do São Francisco abrange 521 municípios em seis estados: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Goiás, além do Distrito Federal. A agricultura é uma das mais importantes atividades econômicas, mas a regularização das vazões do rio São Francisco proporcionada pelos grandes
reservatórios também tem proporcionado maior segurança operacional de diversas captações para abastecimento de água.

A parte do semiárido nordestino apresenta períodos críticos de prolongadas estiagens, resultado da baixa pluviosidade e alta evapotranspiração. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a precipitação média anual na Região é de 1.003 mm, muito abaixo da média nacional, de 1.761 mm. A disponibilidade hídrica superficial é 1.886 m³/s, o que corresponde a 2,07% da disponibilidade superficial do país (91.071 m³/s). A vazão média é de 2.846 m³/s (1,58% da vazão média nacional, de 179.516 m³/s), e a vazão de retirada (demanda total), de 278 m³/s (9,8% da demanda nacional).

Com relação aos usos, há predomínio de retirada para irrigação (213,7 m³/s), que representa 77% do total de demandas na Região. A irrigação é seguida pela demanda urbana, com 31,3 m³/s (11%), concentrada principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e industrial com 19,8 m³/s (7%). A demanda animal da região é de 10,2 m³/s (4%) e a rural, de 3,7 m³/s (1%).

A Região do São Francisco tem importante papel na geração de energia elétrica, com potencial instalado, em 2013, de 10.708 MW (12% do total do País). Destacam-se as usinas de Xingó (3.162 MW), Paulo Afonso IV (2.462 MW), Luiz Gonzaga (1.479 MW) e Sobradinho (1.050 MW). O aproveitamento hidrelétrico do Rio São Francisco representa a base de suprimento de energia do Nordeste.

Regiões fisiográficas

A bacia hidrográfica do rio São Francisco está dividida, por questões naturais de gestão do território da mesma, em trechos vinculados às poligonais de sub-bacias, divisores de águas (com outras bacias que não a do São Francisco e suas sub-bacias. São quatro as regiões: Alto São Francisco; Médio São Francisco; Sub-médio São Francisco e Baixo São Francisco.

O Baixo São Francisco

De acordo com a cartografia definida pelo CBHSF – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, tendo como referência a calha do rio, delimita-se a montante com a cidade de Paulo Afonso, na Bahia na foz, com os municípios de Piaçabuçu, Alagoas e Brejo Grande, Sergipe.  Em sua região noroeste a poligonal da região fisiográfica inclui fragmento do território do estado de Pernambuco.

Veja abaixo os municípios que estão inseridos parcialmente ou totalmente na região do Baixo São Francisco.

Alagoas

Arapiraca; Batalha; Belo Monte; Cacimbinhas; Campo Grande; Canapi; Carneiros; Coruripe; Craíbas; Delmiro Gouvêia; Dois Riachos; Estrela de Alagoas; Feira Grande; Feliz Deserto; Girau d Ponciano; Igaci; Igreja Nova; Jacaré dos Homens; Jaramataia; Junqueiro; Lagoa da Canoa; Limoeiro de Anadia; Major Izidoro; Maravilha; Minador do Negrão; Monteirópolis; Olho d’Água das Flores; Olho d’Água do Casado; Olivença; Ouro Branco; Palestina; Palmeira dos Índios; Pão de Açúcar; Penedo; Piaçabuçu; Piranhas; Poço das Trincheiras; Porto Real do Colégio; Santana do Ipanema; São Brás; São José da Tapera; São Sebastião; Senador Rui Palmeira; Teotônio Vilela e Traipu.

Bahia

Glória; Jeremoabo; Paulo Afonso; Pedro Alexandre e Santa Brígida

Pernambuco

Águas Belas; Alagoinha; Arcoverde; Bom Conselho; Buíque; Caetés; Iati; Itaíba; Paranatama; Pedra; Pesqueira; Saloá; Tupanatinga e Venturosa.

Sergipe

Amparo de São Francisco; Aquidabã; Brejo Grande; Canhoba; Canindé de São Francisco; Canhoba; Capela; Cedro de São João; Gararu; Gracho Cardoso; Ilha das Flores; Itabi; Japaratuba; Japoatã; Malhada dos Bois; Muribeca; Neópolis; Nossa Senhora da Glória; Nossa Senhora de Lourdes; Pacatuba; Pirambu; Poço Redondo; Porto da Folha; Propriá; Santana do São Francisco; São Francisco e Telha.

 

Obtenha mais informações sobre o Baixo São Francisco acessando aqui o conteúdo do sítio Canoa de Tolda.

 

Fontes

ANA – Agência Nacional de Águas

CBHSF – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco